Por décadas as novelas têm estado no ar diariamente no rádio e na TV. Hoje em dia temos espetáculos que apresentam o uso de tóxicos. No palco, na tela de cinema e na televisão, o alastramento prolífico do uso de tóxicos ilegais dentro da principal corrente social é apresentado como normal, como parte do dia-a-dia. Não mais são os usuários e os traficantes de drogas ilícitas identificados automaticamente como perdedores, degenerados e vilãos. Antes, amiúde se tornaram os heróis, os vencedores, os astros, a serem imitados pelos jovens e pelos idosos. E os produtores dos espetáculos lançam sobre o público a culpa de tal mudança e clamam: ‘Estamos dando o que o público deseja!’
A indústria de espetáculos está também imersa em exibições sangrentas. Nunca antes na história do cinema a violência esteve tão explícita e tão estupeficante. Literalmente, banhos de sangue são exibidos perante os olhos dos espectadores de cinema. Serras elétricas desmembram partes do corpo, brocas fazem buracos na cabeça das vítimas ao passo que o sangue sai jorrando, ouve-se o ruído do mascar canibalesco de partes do corpo. Amiúde, essa carnificina hedionda é mesclada de alguma espécie de situação erótica. Tais cenas e até mesmo outras mais nauseantes tornaram os ingredientes essenciais daquilo que muitas pessoas anseiam num espetáculo.
Hoje em dia as pessoas não precisam entrar furtivamente nos cinemas para ver esse tipo de filmes de horror. Se possuírem um vídeo doméstico, podem alugar ou comprar seus próprios filmes. Certo vídeo-filme foi anunciado como sendo de “92 minutos de estupro e massacre”! O mercado de tais degradantes filmes violentos está crescendo rapidamente. Por exemplo, um periódico britânico de comércio de vídeos, depois de considerar um dos novos vídeos de horror, em que as vítimas são retalhadas até morrerem, predizia: “Todo negociante tem de tê-lo. Não ficará por muito tempo nas prateleiras.”
A que conclusão sobre a vida podem chegar os espectadores regulares de tais exibições sangrentas senão a esta — que a vida normal está cheia de freqüente e rotineira violência. É de admirar que a violência no mundo real se tenha tornado mais aceitável a cada vez mais pessoas? Em suma, esse tipo de espetáculo é pornografia violenta.
segunda-feira, 24 de maio de 2010
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