sábado, 22 de maio de 2010

A era do cinema mudo

Georges Méliès, um mágico e proprietário de um teatro de Paris, ficou fascinado com o que viu. Quis comprar o cinematógrafo. Segundo consta, a resposta foi: “Não, o cinematógrafo não está à venda. E dê graças por isso, meu caro jovem; essa invenção não tem futuro.” Sem se deixar desanimar, contudo, Méliès começou a filmar com equipamento trazido da Inglaterra. Com seus efeitos especiais e roteiros, Méliès transformou a cinematografia em arte. Em 1902, o seu filme Le Voyage dans la lune (Viagem à Lua) foi sucesso internacional. Em seu estúdio em Montreuil, no subúrbio de Paris, ele fez mais de 500 filmes, muitos dos quais coloridos à mão.

Por volta de 1910, 70% dos filmes distribuídos em todo o mundo eram franceses. Isso se devia, principalmente, à industrialização do cinema pelos irmãos Pathé, cujo alvo era que o cinema se tornasse o “teatro, o jornal e a escola do futuro”.

Em 1919, Charlie Chaplin, Douglas Fairbanks, David W. Griffith e Mary Pickford fundaram a United Artists para quebrar a hegemonia comercial do monopólio. Em 1915, o filme Birth of a Nation (O Despertar de Uma Nação) de Griffith, foi o primeiro grande sucesso de Hollywood. Esse filme altamente controversial sobre a Guerra Civil Americana provocou motins e até algumas mortes por ocasião da estréia, por causa do seu conteúdo racista. Mesmo assim, foi estrondoso sucesso de bilheteria, atraindo mais de 100 milhões de espectadores, e tornou-se um dos filmes mais lucrativos já produzidos.

Depois da Primeira Guerra Mundial, os filmes “introduziram toda a América ao mundo dos clubes noturnos, clubes campestres, bares clandestinos e à acompanhante frivolidade moral”. Filmes estrangeiros praticamente desapareceram das telas americanas, ao passo que filmes americanos constituíam de 60% a 90% dos filmes em outros lugares do mundo. O cinema foi usado para glorificar o estilo de vida e os produtos americanos. Ao mesmo tempo, a recém-criada “fábrica de estrelas” transformou artistas como Rodolfo Valentino, Mary Pickford e Douglas Fairbanks em virtuais deuses do cinema.

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