sábado, 22 de maio de 2010

100 anos de cinema

DO CORRESPONDENTE DE DESPERTAI! NA FRANÇA

O CINEMA não é produto de uma invenção específica, mas a culminação de uns 75 anos de pesquisas e experimentos internacionais. Em 1832, o belga Joseph Plateau inventou o fenacistoscópio, aparelho que reconstituía os movimentos a partir de uma série de desenhos. Por volta de 1839, na França, Joseph Niepce e Louis Daguerre desenvolveram um processo fotográfico capaz de converter a realidade em imagens. O francês Emile Reynaud elaborou ainda mais esse princípio e reconstituiu o movimento, utilizando películas de celulóide. Suas projeções foram vistas por milhares de pessoas entre 1892 e 1900.

O grande avanço no cinema só ocorreu há pouco mais de cem anos. Em 1890, o famoso inventor americano Thomas Edison e William Dickson, seu assistente inglês, projetaram uma câmera do tamanho e do peso de um pequeno piano de armário, e, no ano seguinte, Edison requereu a patente do cinetoscópio, aparelho no qual os filmes podiam ser vistos só por uma pessoa de cada vez. Os filmes, gravados em películas de celulóide perfuradas, de 35 milímetros, foram rodados no primeiro estúdio cinematográfico do mundo, o Black Maria, em West Orange, Nova Jersey. Esses filmes exibiam diversos espetáculos de vaudeville, de circo e do velho Oeste, bem como cenas de peças teatrais que faziam sucesso em Nova York. O primeiro salão para a exibição do cinetoscópio foi aberto em Nova York em 1894, e, naquele mesmo ano, vários desses aparelhos foram exportados para a Europa.

Embora de início não estivesse interessado na projeção de filmes, Edison viu-se obrigado a fabricar um projetor para se defender da competição. Foi em abril de 1896 que ele apresentou o seu vitascópio ao público, em Nova York. A guerra das patentes que ele desencadeou resultou na criação de um truste para monopolizar a indústria do cinema.

Foi uma réplica do cinetoscópio de Edison que inspirou os industriais Auguste e Louis Lumière, de Lyon, França, a inventar uma câmera rodada à mão, capaz de tanto fotografar como projetar filmes. O seu cinematógrafo (do grego kinema, que significa “movimento”, e graphein, que significa “representar”) foi patenteado em fevereiro de 1895. Em 28 de dezembro, “houve a estréia oficial do cinema no cenário mundial”, no Grand Café, no Boulevard des Capucines, 14, em Paris. No dia seguinte, 2.000 parisienses afluíram ao Grand Café para ver essa última maravilha da ciência.

Logo os irmãos Lumière estavam abrindo cinemas e enviando cameramen a todo o mundo. Em poucos anos, produziram uns 1.500 filmes de lugares conhecidos mundialmente e de eventos, como a coroação do czar Nicolau II, da Rússia.

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