Filmes de ficção científica existem desde 1902, quando Georges Méliès fez o filme Viagem à Lua. Uma geração posterior de jovens freqüentadores de cinema ficou magnetizada por Flash Gordon. Mas, em 1968, um ano antes de o homem pisar na Lua, o filme 2001: Uma Odisséia no Espaço recebeu reconhecimento artístico e foi também sucesso de bilheteria. Hollywood passou a destinar enormes verbas para filmes de ficção científica.
Em fins dos anos 70 e início dos 80, filmes como Alien, Guerra nas Estrelas, Blade Runner (O Caçador de Andróides) e ET: O Extraterrestre foram responsáveis por metade da renda de todas as bilheterias nos EUA. De fato, a ficção científica produziu um dos filmes de maior sucesso em todos os tempos: O Parque dos Dinossauros. Junto com a fita veio uma avalancha de uns mil produtos relacionados com o tema do filme. Não é de admirar que a TV também tenha seguido essa onda. A popular série Jornada nas Estrelas deu origem a inúmeros outros seriados sobre o espaço.
Mas muitos acham que, por atenderem à demanda popular, alguns autores de ficção científica comprometeram as qualidades que deram à ficção científica certa medida de valor. Para o autor alemão Karl Michael Armer ‘a ficção científica é agora simplesmente uma popular marca registrada não mais definida pelo conteúdo, mas sim por técnicas de publicidade’. Outros lamentam que os verdadeiros “astros” dos filmes de ficção científica modernos não são pessoas, mas sim efeitos especiais. Certo crítico chega a dizer que a ficção científica é “abominável e péssima em muitas de suas manifestações”.
Por exemplo, muitos dos chamados filmes de ficção científica não são de forma alguma sobre ciência ou o futuro. Enredos futuristas às vezes são usados meramente como pano de fundo para vívida violência. O escritor Norman Spinrad observa que em muitas das histórias de ficção científica modernas alguém é “baleado, apunhalado, evaporado, ferido ou morto por laser, dilacerado, devorado ou explodido”. Em muitos filmes essas ações violentas são apresentadas em horripilantes detalhes.
Outro aspecto preocupante é o elemento sobrenatural apresentado em bom número de livros e filmes de fantasia científica. Embora alguns encarem tais histórias como meras batalhas alegóricas entre o bem e o mal, parece que algumas dessas obras vão além da alegoria e promovem práticas espíritas.
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