terça-feira, 25 de maio de 2010

‘Alimenta seu filho com um escorpião?’

“O FILME também contém cenas de aterrorizante sadismo, talvez inigualado em recentes divertimentos populares.” Certo “humano artificial esmaga lentamente o crânio de seu criador humano”. Outra personagem é baleada no torso. “Vemo-la contorcendo-se violentamente e morrendo.” Daí, um dos principais personagens “é apresentado pondo o dedo na ferida dela e lambendo seu sangue”.

Tais descrições são dum artigo de The New York Times, que indagava se este tipo de violência nos filmes é um elemento socialmente destrutivo. A respeito do filme Blade Runner, declarava: “A apresentação vívida de sangue derramado, e a ênfase da trama ao comportamento agressivo, parecem elevar a novo nível uma tendência já evidente em muitos filmes recentes de ficção científica de grandes assistências ou de fantasia que atraem grandes números de jovens adeptos.” Nisso reside o perigo — a geração mais jovem está sofrendo uma lavagem cerebral através da violência gratuita, ou desnecessária.

O artigo prossegue declarando: “Psicólogos entrevistados sublinharam os efeitos prejudiciais da agressão representada de forma vívida. ‘O derramamento de sangue e a violência gratuitos são perigosos’, disse o diretor de Blade Runner. ‘Acho que deveras inspira a violência. As crianças têm de ser influenciadas por ela. Isso é inevitável.’”

Será que os filmes que destacam a violência excessiva e o terror realmente influenciam as crianças? Segundo o dr. Leonard Berkowitz, professor de psicologia na Universidade de Wisconsin, EUA, os efeitos adversos da vívida apresentação da violência sobre as assistências acham-se bem documentados. Um informe do Instituto Nacional de Saúde Mental dos EUA indica que ‘a violência excessiva na televisão conduz diretamente à agressão e ao comportamento violento entre as crianças e os adolescentes’.

O dr. Berkowitz afirma que a violência exerce um efeito triplo sobre as assistências. “Primeiro, torna as assistências em geral menos horrorizadas com a violência, e mais indiferentes a ela. Em segundo lugar, as assistências talvez aprendam a lição de que a violência e um comportamento aprovado. Em terceiro lugar, alguns podem ser estimulados por ela.”

Isaac Asimov, escritor de ficção científica, declarou: “Habituamo-nos à violência, e isso não é bom para a nossa sociedade. Uma população insensível é uma população perigosa.” Será que, como genitor, deseja que seu filho se torne insensível e perigoso?

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