Outro diretor, Nicholas Meyer, “concorda que muitos filmes são sangrentos demais. ‘Uma porção de filmes apresentam a violência gratuita. Agradam as assistências — por certo, trata-se duma forma de pornografia.’” Daí, foi-lhe perguntado se estava preocupado que as crianças talvez ficassem perturbadas pela cena de escorpião, ou por verem cadáveres ensangüentados no filme Jornada nas Estrelas II; A Ira de Khan. A resposta dele foi:“É um filme PG [os pais devem acompanhar os filhos]. Jamais pensei que ‘Jornada nas Estrelas’ ou ‘Time after Time’ devia ser visto por crianças pequenas. . . . Não se pode culpar o produtor do filme pelos pais que não acatam o sistema de classificação dos filmes.”
Esse comentário põe a responsabilidade em seu devido lugar — diretamente nos ombros dos pais. Será que, como genitor, demonstra interesse ativo nos filmes a que seus filhos assistem, seja na TV seja no cinema local? A classificação oficial dos filmes constitui, de certa forma, um guia quanto ao conteúdo moral do filme, mesmo que medido pelas atuais normas baixas. Críticas dos filmes, publicadas na imprensa, são outro modo de se saber se certo filme é apropriado alimento para seus filhos. Examina tais opiniões e o resumo do programa de TV antes de permitir que seu filho veja um filme?
Assim como um genitor amoroso presta especial atenção ao alimento que seu filho ingere, certificando-se de que nada de ruim ou de venenoso entre numa refeição, igual cuidado deve ser tido com a espécie de informação e de imagens com que a mente duma criança se nutre. Nestes dias, presta-se muita atenção a ter um corpo saudável; todavia, relativamente pouco cuidado se tem com o fator mais vital da mente saudável. Em conseqüência, o ódio, a violência e o preconceito tornam-se facilmente arraigados na mente dum jovem.
A ilustração de Jesus sobre um pai amoroso aplica-se neste caso: “Deveras, qual é o pai entre vós que, se o seu filho lhe pedir um peixe, lhe entregará uma serpente em vez de um peixe? Ou, se lhe pedir um ovo, lhe entregará um escorpião?” (Lucas 11:11, 12) Quando se trata de escolher diversão para os filhos, e até para si, certifica-se de não acabar com uma “serpente” ou um “escorpião”?
Lembre-se que o conselho sábio do apóstolo Paulo também se aplica à nossa diversão: “Por fim, irmãos, todas as coisas que são verdadeiras, todas as que são de séria preocupação, todas as que são justas, todas as que são castas, todas as que são amáveis, todas as coisas de que se fala bem, toda virtude que há e toda coisa louvável que há, continuai a considerar tais coisas.” Ou, como reza neste versículo A Bíblia na Linguagem de Hoje: “Encham suas mentes com tudo que é bom”. — Filipenses 4:8.
Tendo presente esta definição do que é edificante, não devia haver lugar para violência gratuita e terror no divertimento cristão. Decidir ver ou não tais filmes devia ser fácil para a consciência treinada e para o genitor consciencioso. — Hebreus 5:14.
terça-feira, 25 de maio de 2010
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