Muitos filmes recentes representam, sim, até mesmo glorificam a imoralidade sexual. A fornicação e o adultério se acham liberalmente salpicados por eles. Deveras, não raro é difícil encontrar-se um filme inteiramente “limpo” nos dias atuais.
Quando certo filme recente, originário da Suécia, chegou aos EUA, foi confiscado pelo Serviço de Censura dos EUA. Mas, um Tribunal de Recursos Regional dos EUA deliberou que poderia ser exibido sem cortes. The Wall Street Journal, de 10 de março de 1969, declarou sobre tal filme:
“Os 120 minutos de exibição apresentam o herói e a heroína em abundante nudez, várias cenas de relações sexuais (inclusive uma na curvatura duma árvore) e brincadeiras sexuais mais exóticas. Tem uma seqüência dum sonho em que a heroína castra seu amante. . . .
“Para outro grupo bem diferente, o filme é a confirmação final do desastre que há muito viram fermentar. A crescente liberalidade da sociedade estadunidense, sustentam eles, por fim atingiu a depravação total.”
Ao fazer a crítica deste filme, observou o crítico de cinema do Times de Nova Iorque: “Já chegou a Explosão de Sujeira.” Chamou o filme de “genuinamente vil e repugnante . . . pseudo-pornografia em sua forma mais feia”, e acrescentou:
“Todavia, o que me angustia — e deveras deveria angustiar a todos nós — é a forma em que foi recebido. Passando por um dos dois cinemas em Nova Iorque em que este filmezinho podre estava sendo exibido na semana passada, fiquei surpreso de ver as filas de bobões em frente das bilheterias. ‘Deve ser algo sujo’, disse o motorista de táxi, . . . ‘As únicas coisas pelas quais as pessoas fazem fila nesta cidade é algo grátis ou algo sujo.’”
Em cada vez maior número de filmes, agora, a fornicação, o adultério, e a troca de esposas são desculpados ou tolerados. Até mesmo se glorificou a prostituição, pois certo filme se baseava na vida de uma prostituta que vendia seu corpo todo dia da semana, exceto um, que ela considerava ser ‘sagrado’. Foi representada como sendo uma pessoa honrada. O filme foi mais tarde exibido na televisão, o que motivou o seguinte comentário de Look:
“Moralmente, cada vez há menos barreiras até mesmo na tela pequenina [TV]. . . . Esta é, afinal de contas, a época da televisão, que nos trouxe Nunca aos Domingos no horário nobre duma rede de televisão de modo que a garotada que não foi dormir por volta das 21 horas pudesse passar os olhos na prostituta mais feliz de Pireu.”
Nem esta tendência termina com os filmes e a televisão. É bem evidente nas peças teatrais, também. O Times de Nova Iorque, de 1.° de abril de 1969, disse em editorial: “A representação explícita, no palco, das relações sexuais, é o passo final na erosão do bom gosto e da sutileza no teatro. Reduz os atores a meros exibicionistas, transforma as assistências em tealagnistas e degrada as relações sexuais quase ao nível da prostituição.”
Muitas pessoas na indústria cinematográfica não acham que a fornicação e o adultério sejam ruins. Mas, esta opinião difere redondamente da do Deus Onipotente. Em sua Palavra, a Bíblia, lemos: “Não sejais desencaminhados. Nem fornicadores . . . nem adúlteros . . . herdarão o reino de Deus.” (1 Cor. 6:9, 10) Assim, a tendência no sentido de cada vez maior liberalidade sexual nos filmes choca-se diretamente com as leis de Deus. Será isto significativo? Tem maior significado para os nossos dias? Tem, e muito, como veremos mais tarde.
domingo, 23 de maio de 2010
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