Outra forma de baixa titilação são as “exibições sobre sexo”. A pornografia não é coisa nova. A apresentação pública disso o é. As paredes que escondiam a pornografia dos olhos das pessoas em geral começaram a ruir na década de 1960, quando a Dinamarca se tornou o primeiro país a legalizar toda sorte de pornografia. Desde então, como pus que escorre de uma ferida purulenta, a pornografia espalhou sua mancha repulsiva no mundo inteiro.
Em alguns países, a pornografia é ainda um comércio às ocultas, embora lucrativo. Em outros, ela é espalhafatosamente aberta a todos, até mesmo aos jovens. Cenas sexuais explícitas e depravadas são lidas nas novelas ou vistas em revistas, na televisão ou nos cinemas num índice de aumento explosivo. As pessoas superlotam os cinemas de filmes impróprios para menores como moscas sobre montes de excremento.
Por exemplo, as bancas de jornais na Espanha estão cheias de publicações eróticas. E alguns de seus jornais trazem anúncios pornográficos como este: “Sexo, depravação e aberrações num filme que parece ter sido feito pelo Diabo.” Na Grã-Bretanha, o Daily Telegraph relata: “O fato é que o comércio do sexo parece ser quase a única indústria em crescimento na Grã-Bretanha moderna.” E no Japão, “o comércio da pornografia está em constante ascensão”, informa o Mainichi Daily News. “Suprem cada vez mais coisas horripilantes.” No ano passado, só nos Estados Unidos, a pornografia lucrou estimadamente sete bilhões de dólares (Cr$ 8,4 trilhões)!
Por que prospera a pornografia? Por causa da secular lei da oferta e da procura. Segundo noticiado em The Manchester Guardian Weekly, um ex-astro francês de filmes pornográficos forneceu a resposta: “A pornografia, por mais medíocre que seja, tem futuro por causa da existente procura.” E hoje, uma clientela que ficaria embaraçada de ser vista entrando num cinema pornográfico torna-se freguesia ávida através de vídeo-cassetes no recesso de seu próprio lar. Assim, pelo que parece, a procura justifica a oferta.
A decadência sexual enlaça até mesmo os jovens — desde bebês até adolescentes. “Atos sexuais praticados com bebês de apenas oito meses estão sendo filmados e fotografados por traficantes que trabalham às ocultas, satisfazendo uma crescente subcultura pornográfica”, informa o Daily News de Nova Iorque. A mesma fonte acrescenta que nos Estados Unidos “uma estimativa de 50.000 crianças desaparecem anualmente e nunca mais são encontradas”. Muitas delas são introduzidas à força à exploração sexual e à pornografia. Os filmes pornográficos são enviados aos países escandinavos para impressão e distribuição mundial, a fim de se satisfazer o gosto horripilante de um crescente número de pervertidos.
Por conseguinte, um espetáculo, quer retrate o sexo explícito entre adultos ou entre jovens, quer retrate a violência, faz com que o “mau”, o que é degradado, pareça ser “bom” e aceitável.
terça-feira, 24 de agosto de 2010
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